Cães braquicefálicos: saiba os cuidados essenciais

Em função da anatomia dos cães braquicefálicos, eles precisam de cuidados específicos para que vivam bem. Confira 4 deles que são essenciais
Bulldog preto e branco manchado

Existem alguns cães que demandam muitos cuidados especiais para evitar que fiquem doentes ou desenvolvam mazelas irreversíveis. Esse é o caso das raças de cães braquicefálicos, que possuem uma condição genética que fazem com que eles tenham o focinho mais achatado, isto é, mais profundo dentro do crânio do animal. Essa condição também faz com que o maxilar do cão seja menor do que o necessário.

Em função disso, os braquicefálicos sofrem com diversos tipos de problemas respiratórios e até mesmo nos olhos, que acabam sendo mais saltados para fora. Além disso, eles acabam desenvolvendo síndromes que os impedem de levar uma vida tranquila, pois eles não podem correr longas distâncias e não se adaptam bem ao calor, por exemplo. 

Neste artigo, nós vamos te explicar alguns cuidados essenciais que você deve ter com o seu cãozinho braquicefálico. Vamos explicar também um pouco melhor sobre a síndrome braquicefálica, que é a responsável por causar algumas limitações físicas nesses peludos. Acompanhe até o final!

4 cuidados essenciais com os cães braquicefálicos 

1. Os passeios não precisam ser diários 

Boston Terrier com coleira vermelha

Os cães braquicefálicos apresentam diversos problemas na respiração, logo, eles não podem fazer muitos esforços físicos, pois podem desmaiar e passar mal. Com isso, é muito importante que o tutor faça passeios alternados, ou seja, um dia sim e um dia não. Além disso, devem ser caminhadas leves e curtas. E jamais force o cãozinho, se ele se sentir cansado na metade do exercício, volte com ele para casa de imediato. 

Se no dia do passeio você perceber que o pet está cansado e não apresentou empolgação ao ver a coleira na hora de passear, não insista. Outro sinal para evitar a caminhada é se a respiração do cachorro está mais ofegante que o normal no dia. Para cuidar do seu cãozinho braquicefálico é muito importante que você respeite as limitações físicas dele.

2. Esteja atento aos dias muito quentes

Bulldog Inglês deitado no chão do apartamento

Outro ponto para ser lembrado sempre para quem é tutor de um cachorro braquicefálico, é que eles não suportam o calor, pois isso sobrecarrega a respiração deles. Esse cãozinho quando caminha no sol forte, por exemplo, pode desmaiar, vomitar e até mesmo ficar inconsciente.

Por isso, fique atento. Além disso, preste atenção na umidade relativa do ar, se o dia estiver quente e muito seco, opte por levar o seu pet para o passeio no final da tarde, entre 16h às 18h, ou no período da noite. 

Outra dica interessante que pode ajudar o animal, é levar um pouco de água na caminhada para ajudar a refrescá-lo. Mesmo que seja uma caminhada curta, se o seu cãozinho começar a passar mal, você poderá ajudá-lo com a água. Esteja sempre prevenido e nunca esqueça de manter a hidratação do seu cão.

3. Tenha atenção com os olhos do pet

Rosto do Pug

Os cães braquicefálicos costumam ter os olhos saltados para fora, basta prestar atenção no rostinho do Pug. Logo, essa característica pode ser considerada fofa para alguns tutores, mas na realidade o dono do animal pode ter alguns problemas com os olhos do cachorro, pois eles podem saltar para fora. Por isso, jamais deixe a coleira muito apertada ou puxe o animal durante os passeios, isso pode aumentar a pressão dos olhos do cãozinho.

Além disso, as pálpebras dessas cães não são capazes de fechar totalmente e eles tem uma grande dificuldade em produzir lágrimas, logo, os olhos deles podem ressecar com facilidade. O ressecamento da região ocular pode levar a infecções graves que podem deixar o animal cego. Por isso, limpe sempre a região com soro utilizando uma gaze. E procure levá-lo ao médico veterinário oftalmologista com frequência.

4. Invista em uma alimentação saudável 

Os cães braquicefálicos costumam ainda ter tendência a obesidade, logo, se ele anda “roncando” mais que o normal, é um sinal claro de sobrepeso. Por isso, invista em uma alimentação natural, saudável e balanceada para o seu amigo de quatro patas. Além disso, converse com um profissional sobre a quantidade ideal de alimento que o seu pet pode ingerir. Por terem um baixo gasto calórico devido às limitações físicas, a alimentação deles deve ser feita por um médico veterinário.

Entenda a Síndrome Braquicefálica

Todas as raças de cães braquicefálicas já nascem com essa síndrome. A Síndrome Braquicefálica afeta principalmente as vias respiratórias desses peludos, logo, eles apresentam anormalidades graves, como por exemplo, a redução dos orifícios nasais e o desenvolvimento incompleto da traqueia. Essas alterações são extremamente graves.

Todas as mudanças fisiológicas causadas pela síndrome fazem com que o órgão do sistema respiratório do animal, responsável por filtrar, umedecer e conduzir o ar aos pulmões, não funcione corretamente. Com isso, esse animal fica impossibilitado de respirar de maneira correta e saudável como outras raças não braquicefálicas conseguem fazer. 

Outro problema grave também causado pela síndrome braquicefálica, é o palato mole prolongado, essa é a estrutura que dá continuidade ao palato duro – conhecido como o céu da boca. Com isso, o palato mole acaba “vibrando” quando o cãozinho respira e é por essa razão que esses cães fazem tanto barulho quando respiram. Esse é outro motivo desses animais terem tanta dificuldade para respirar.  E os problemas não param por aí.

A síndrome também é responsável por causarem problemas oculares nessas raças, pois torna o crânio mais curto, logo, os olhos desses peludos são arregalados e as pálpebras não se desenvolvem como deveriam, fazendo com que os cães braquicefálicos tenham uma baixa produção lacrimal e os olhos fiquem secos. Com isso, eles acabam ficando suscetíveis a diversos problemas oculares.

E por último, os cães braquicefálicos não transpiram e a respiração é o único meio de controlar a temperatura do corpo, logo, eles podem ter muita dificuldade de viver em altas temperaturas. No calor, eles podem até mesmo ter desmaios e ficarem inconscientes.

E essa questão também os impedem de fazerem exercícios físicos pesados, pois eles aumentam a temperatura corporal e exigem muito esforço na respiração. Caso sejam forçados a praticar atividades físicas, podem ter aerofagia, tosse, espirro reverso, engasgo, vômito e desmaio. Fique atento e cuide bem do seu amigo de quatro patas!

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