Cachorro e bebê: quais os cuidados essenciais para a convivência?

A chegada de um bebê requer diversas adaptações, principalmente quando há um cão no lar. Veja os cuidados para uma boa convivência
cachorro e bebê deitados no chão

Com a chegada de um recém-nascido, os novos pais têm diversas preocupações. Entre elas, está como lidar com um bebê e um cão na mesma casa. É possível? Não só é possível, como é recomendado. A convivência de crianças com animais de estimação pode ser muito saudável e divertida para ambas as partes.

Um estudo realizado pela Universidade de Alberta, no Canadá, comprovou que conviver com animais de estimação na infância contribui para o fortalecimento do sistema imunológico. Além de diminuir o risco de doenças alérgicas e a tendência à obesidade. Outras pesquisas também já haviam confirmado a eficiência para evitar asma e dermatites.

Contudo, ainda é preciso tomar certos cuidados com a saúde e higiene do pet antes que ele entre em contato com um bebê. Além disso, os tutores precisam estar preparados para a socialização e para garantir que ambos irão se adaptar. Nesse artigo, separamos algumas dicas úteis para os pais de pets, e agora também de bebês. Confira!

Quando o bebê pode ter contato com o cachorro?

Não existe uma idade certa para que o bebê possa ter contato com os pets. O que os tutores devem fazer é consultar tanto o pediatra, quanto o veterinário. O pediatra irá esclarecer se o recém-nascido precisa de algum cuidado específico e se existe algum risco. Assim como o veterinário, que poderá orientar os tutores sobre possíveis doenças de acordo com a raça e que podem ser perigosas para o bebê.

Quais os cuidados necessários para a convivência entre bebê e cachorro?

Na hora de receber um novo membro da família, os tutores devem estar atentos para mudar alguns hábitos. Cada lar irá estabelecer suas próprias regras e, apenas com o tempo, será possível dizer o que funciona ou não para o bem-estar de toda a família. Contudo, aqui estão algumas dicas básicas para começar:

Saúde e higiene

  • Lambidas: apesar das lambidas serem uma forma de demonstrar carinho e divertirem muitas crianças, não é aconselhado que o cão lamba o bebê. Principalmente na região facial, mas o tutor deve estar atento a outras partes também, afinal, bebês tendem a colocar os pés e mãos na boca com frequência, podendo levar diversas bactérias para o organismo.
  • Banhos: a frequência de banhos no cachorro deve aumentar e o veterinário pode ser consultado para garantir a quantidade ideal que não prejudique o cão. Além disso, a escovação também deve ser mais frequente e as unhas precisam estar sempre aparadas para evitar arranhões. Por fim, o tutor também pode higienizar as patas do peludo após cada passeio, evitando levar sujeiras da rua para dentro de casa.
  • Vacinas: as vacinas essenciais para o cão devem estar sempre em dia, assim como as consultas ao veterinário, para garantir que o pet está em bom estado de saúde e não apresenta nenhum risco ao bem-estar do bebê. Se o cão ficar doente, o tutor deve mantê-lo separado da criança até que seja feito o diagnóstico, pois só assim será possível saber se o contato apresentará algum risco ou não.

Convivência e bem-estar

  • Supervisão: mesmo que o cão seja muito dócil e tenha se saído bem na socialização, ele não deve ser deixado sozinho com o bebê. É importante que fiquem no mesmo ambiente e se familiarizem um com o outro, mas a supervisão é indispensável.
  • Alimentos: o tutor deve manter os alimentos do cão longe dos da família, seja na hora de armazenar, preparar ou servir. Além disso, o bebê não deve ter acesso aos recipientes de comida do pet. Todos sabemos que os pequenos são curiosos e podem comer alimentos que estão dando bobeira no chão.
  • Área de necessidades: o tutor deve se certificar de que o bebê não terá acesso à área da casa onde o cão faz as necessidades, principalmente durante a fase de engatinhar, para que não tenha contato com os excrementos.
  • Contato: apesar de ser importante que todos os pequenos da casa tenham contato com animais de estimação, é essencial estabelecer alguns limites. Por exemplo, o bebê não deve colocar o rosto muito próximo ao do cão, pois, mesmo os mais dóceis, podem apresentar reações imprevisíveis. Os tutores também devem estar atentos ao comportamento do bebê, como puxar as orelhas ou cauda do cão, o que pode machucá-lo e irritá-lo.

Quais adaptações são necessárias?

Antes que o bebê chegue, é importante que os tutores façam algumas adaptações no lar e na rotina do pet, para que o cão não associe o novo membro da família a coisas ruins. Isto é, um bebê demanda muita atenção e cuidados e não é bom que o pet sinta que ele é o motivo das mudanças, pois pode causar ciúmes e dificuldade para que os dois se relacionem no futuro. Abaixo, separamos algumas dicas de como fazer essas adaptações de forma gradual e saudável:

  • Adaptação do ambiente: se os tutores optarem por não deixarem o cão ter acesso a algum cômodo, como o quarto do bebê ou o quarto do casal, essa nova regra deve ser imposta antes da chegada do recém-nascido.
  • Se tornar independente: o cão também deve entender desde já que não terá toda atenção voltada para si mais. E isso não significa deixá-lo de lado, mas incentivá-lo a ser mais independente. O adestramento canino é uma ferramenta importante que irá ajudá-lo a brincar sozinho, lidar com momentos de solidão e não ser tão apegado e dependente do tutor. Além disso, contribui para evitar os latidos em excesso, afinal, os pais irão prezar muito pelo silêncio quando o bebê chegar.
  • Apresentação: quando chegar o momento de apresentar o bebê para o cão, o tutor deve escolher um ambiente tranquilo e um momento em que o animal não esteja muito eufórico. Ele vai querer cheirar e descobrir do que se trata esse pequeno humano, mas caso fique agitado, o tutor deve se afastar e fazer de tudo para que ele entenda que aquele comportamento não é aceito. Tudo dependerá da personalidade do animal, para os cães mais tranquilos, uma tentativa pode bastar para que ele se familiarize e entenda como lidar, por outro lado, algumas raças mais agitadas poderão precisar de mais tentativas.

Dica: o tutor pode oferecer uma peça de roupa para o cão cheirar antes da primeira interação, assim, ele estará familiarizado.

  • Convivência: depois que o cão já se acostumou com o novo membro da família, é importante que o tutor interaja com os dois ao mesmo tempo. Ou seja, brincar, oferecer carinho e petiscos, para que o pet não sinta que é deixado de lado toda vez que o bebê está presente. Assim, ele não vai sentir ciúmes ou associar o bebê a coisas ruins.

Cachorros e crianças no mesmo lar é possível!

Para os tutores que acreditam não ser possível manter um cão e um bebê no mesmo lar, a dica é: dê uma chance. Todo cachorro é capaz de aprender novas regras e se adaptar à situações. E, mesmo os mais agitados, podem se mostrar ótimos “irmãos” mais velhos se tiverem um voto de confiança.

Já para os novos pais que pensam em adotar um filhote de cachorro, a dica é: espere um pouco. Filhotes demandam muita atenção e dedicação, por isso, é melhor esperar alguns meses. O mesmo vale para a adoção de cachorros adultos, que demandam algum tempo até se adaptarem ao novo lar. Dessa forma, é melhor ter um pequeno de cada vez.

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