Como escolher a melhor ração para o meu cachorro?

A alimentação dos cães é dos pontos mais importantes da saúde do animal. Veja o que considerar para escolher a melhor ração para o cachorro
cachorro comendo ração na tigela

A alimentação é uma das principais responsáveis pela saúde dos cães. Exercícios físicos e cuidados estéticos também fazem toda a diferença, mas a alimentação tem um grande peso nessa conta.

Alguns tutores escolhem dietas alternativas para seus pets, como a alimentação natural, que é uma ótima opção. Mas a tradicional ração nunca sai de moda e, para garantir que também será uma escolha correta, o tutor deve se atentar a alguns detalhes.

Antes de oferecer uma ração para o cão, o tutor deve se certificar de que o alimento é recomendado para a idade e necessidades individuais do pet, além de checar o valor nutricional, para se certificar de que contém os ingredientes essenciais. Para entender esses e outros critérios a serem seguidos na hora de servir ração ao seu cachorro, é só acompanhar esse artigo até o fim.

Quais são os tipos de ração para cachorro e qual escolher?

Antes de tudo, o tutor precisa estar ciente de que existem quatro tipos principais de ração. As diferenças entre elas vão desde o preço até o valor nutricional:

  • Ração super premium: A ração super premium é a mais indicada entre todos os tipos. Essa opção é rica em nutrientes, proteínas, e oferece mais qualidade até mesmo na hora da digestão, que será melhor aproveitada pelo cão. É um tipo de ração para quem quer ter um cão mais saudável e forte. Vale muito a pena para quem pode investir um pouco mais na saúde dos cães.
  • Ração premium especial: A premium especial é bastante recomendada, pois são poucos os casos em que possui corantes artificiais em sua composição, ou seja, está mais próxima da alimentação natural. Também apresenta qualidade quando se trata das fontes de proteínas.
  • Ração premium: Esse tipo de ração é moderadamente recomendada. Seus componentes não são extremamente ricos em nutrição, mas o seu preço é bastante acessível.
  • Ração standard: A ração standard é mais barata que a premium, mas a sua qualidade é um pouco menor pois possui alguns ingredientes pouco nutritivos como principais componentes, como é o caso da soja.
  • Ração econômica: Como o nome sugere, a ração econômica é a mais barata. Geralmente é vendida no quilo, o que não é uma alternativa muito viável. Mas não é apenas o preço que a define, seu valor nutricional também é muito baixo.
  • Ração natural: É uma alternativa para os tutores que buscam uma alimentação mais natural para seus cães, pois é rica em ingredientes frescos e livre de transgênicos, corantes, aromatizantes e conservantes sintéticos. Geralmente entra na categoria super premium, mas duas características revelam se a ração é natural: é sempre livre de transgênicos e seu preço costuma ser o mais alto do mercado.

Como escolher o tipo certo de ração para o meu cão?

Depois de entender os tipos de ração que existe, o tutor também deve se atentar a outros detalhes na hora da compra. Abaixo, separamos algumas dicas para esse momento:

1. Sempre confira a lista de ingredientes

O tutor deve ler os ingredientes que estão no pacote da ração. Se a embalagem da ração indica que o produto é rico em carboidratos, como milho ou farelo de trigo, ela deve ser evitada, pois não são nutrientes que vão favorecer o desenvolvimento do seu cachorro.

Os principais ingredientes devem ser proteínas, como carnes, seguido por vitaminas, gorduras saudáveis – gorduras animais, linhaça ou óleo de peixe –, legumes e grãos.

2. Consulte um médico veterinário

O tutor deve sempre consultar o veterinário antes de introduzir qualquer alimento na dieta de seu cachorro. Contudo, nesse caso, também é viável entrar em contato com a empresa responsável pela produção. Assim, é possível entender a procedência da ração em questão.

3. Evite alimentos comprados a granel

Muitos tutores optam pela compra a granel visando a economia. Contudo, essa pode ser uma opção pouco saudável e nutritiva, sendo o mais recomendado investir em embalagens individuais de ração.

Quando se compra a granel, não é possível ter certeza de quais nutrientes aquela ração possui, se o armazenamento da ração está sendo feito da forma correta e há quanto tempo aquela ração já está aberta.

O mais barato pode sair muito caro quando se trata da saúde dos pets, pois ao consumir uma ração de baixa qualidade, o animal pode adoecer mais facilmente.

Quais critérios considerar na hora de comprar uma ração?

Cada cão tem suas singularidades e precisa de cuidados específicos, de acordo com sua raça, idade, porte físico e, em casos de doenças ou limitações, o tutor precisa ser ainda mais atencioso.

Veja como considerar cada um desses critérios:

De acordo com a idade

  • Filhotes: Os filhotes se alimentam exclusivamente do leite materno até os 45 primeiros dias de vida. Após isso, a ração oferecida deve ser especialmente para filhotes, pensando desde o tamanho adequado dos grãos, até os nutrientes necessários para garantir o crescimento, fortalecimento dos ossos e estímulo do sistema imunológico. Nessa fase, eles fazem entre 3 e 4 refeições por dia de porções pequenas, e essa frequência vai diminuindo gradativamente.
  • Adultos: Os cães adultos se alimentam apenas duas vezes ao dia e de porções maiores, já que é a fase mais ativa e eles gastam bastante energia diariamente. A ração para cães adultos deve ter alto valor calórico e energético, para que possam repor tudo que é gasto nas atividades físicas. Vale lembrar que, os cães em fase de adestramento tendem a comer muitos petiscos, sendo o método utilizado pelo adestramento positivo. Assim, o tutor deve estar atento a quantidade que é consumida e que é gasta, para evitar o excesso de peso.
  • Idosos: Os cães idosos comem duas vezes ao dia, como os adultos, mas em porções menores. Isso porque eles não são tão ativos mais e não precisam repor tantos nutrientes e calorias. É aconselhada a visita ao veterinário, para garantir que o cão não atinja a obesidade, mas também não coma menos que o ideal. Vale ressaltar que essa fase pode ser um pouco delicada, por limitações como a perda de dentes.

De acordo com o porte físico

O tamanho e peso do cão devem ser levados em conta, afinal, o porte irá influenciar nas necessidades na hora da alimentação. Além disso, o tutor deve considerar o nível de exercício físico que o cão faz diariamente. Quanto mais ativo ele for, mais nutrientes energéticos e calóricos serão necessários na composição da ração.

A quantidade recomendada, geralmente, é estipulada na embalagem, mas o tutor pode consultar o veterinário caso não pareça estar de acordo com a necessidade do cachorro.

De acordo com doenças e complicações do cão

Se o cão é obeso, diabético ou apresenta qualquer tipo de problema de saúde, o tutor não deve introduzir uma nova dieta sem antes consultar um veterinário. É importante se informar sobre qual ração medicamentosa é recomendada, quais ingredientes são essenciais e até mesmo sobre a quantidade e frequência de refeições por dia.

De acordo com a marca

A marca de ração influencia por conta da composição. Algumas possuem nutrientes que deixarão o cão saciado mais rápido do que outras. Por isso, é importante se atentar para que o cão não coma nem menos, nem a mais que o necessário, evitando problemas como anemia ou obesidade.

Quais são os melhores ingredientes na ração do cachorro?

cachorro comendo ração no chão

Antes de tudo, é importante entender que a qualidade do ingrediente na ração é sempre mais importante do que a quantidade dele. Por isso, os tutores devem se atentar às especificações. Pensando nisso, listamos alguns dos ingrediente que fazem bem na dieta canina para auxiliar a busca dos tutores:

  • Proteínas: carnes vermelhas, carnes brancas e ovo. A proteína é responsável pelo crescimento, fortalecimento dos pelos e energia do pet, entre outras funções. Mas sempre carnes frescas, as carnes desidratadas, devem ser evitadas, pois perdem muita água no processo.
  • Gorduras saudáveis: óleos de origem animal – como gordura de frango –, e de origem vegetal – como ômega 3. A importância dos óleos e gorduras no organismo canino se dá por conta dos ácidos graxos. É uma fonte de energia, carrega vitaminas e contribui para a formação de hormônios.
  • Vitaminas: ferro, zinco, cobre, manganês, selenito de sódio, cálcio, vitamina C e E. O tutor também pode ficar atento às vitaminas essenciais para os cães, que contribuem para diversas funções do organismo canino. A vitamina E, por exemplo, atua como antioxidante.
  • Carboidratos: o arroz é o principal, pois é fácil de digerir e tem pouca incidência de reação alérgica. Os carboidratos são importantes para o crescimento, além de fornecer energia para o cão. Porém, não devem ser o principal componente da ração, pois é uma forma rápida de ganhar peso.

Ingredientes que devem ser evitados na ração do cachorro

Algumas rações devem ser evitadas por conterem alguns ingredientes que não trazem nenhum benefício para o cachorro ou por trazerem algum risco para a saúde do animal.

São eles:

  • Subprodutos da carne: músculos, ossos e cartilagens. Os subprodutos são as sobras dos animais e não possuem nenhum valor nutricional.
  • Aromatizantes e corantes: os aromatizantes servem para passar a impressão de um alimento mais saboroso, contudo, nem sempre isso é sinônimo de saúde. Quando a palavra “flavour” aparece na embalagem, significa que, apesar do aroma, não há carne na composição. Os corantes também servem como atrativos, mas a cor do alimento não faz diferença para os cães. Eles ainda podem provocar reações alérgicas e tumores.
  • Grãos transgênicos: os grãos mais comuns são o milho e soja. Não há comprovação de que transgênicos provoquem resultados negativos na alimentação canina, afinal, mesmo as rações de mais alta qualidade contam com eles. Por isso, podem ser evitados apenas nos casos em que o tutor busca por uma alimentação natural, que geralmente é livre de transgênicos. Para identificar ingredientes transgênicos, o tutor pode reparar se a embalagem contém um triângulo amarelo com a letra T em preto.
  • Conservantes: os conservantes mais comuns, como BHA, BHT e etoxiquina, podem causar problemas de rins, tireoide, doenças reprodutivas e até câncer.

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