Coleira antilatido: saiba se realmente funciona

Latir é um comportamento natural dos cães, entretanto, há situações que isso pode ocorrer em excesso. Entenda a função da coleira antilatido
cachorro latindo

Apesar de existirem raças de cachorros mais tranquilas e mais silenciosas, todo cachorro late, não há como evitar. Porém, em alguns casos, isso pode acontecer frequentemente e é importante entender a causa para encontrar a solução. Alguns tutores conseguem resolver o problema com adestramento ou aumentando o ritmo de exercícios físicos do cão. Mas quando o excesso de latidos não é solucionado, pode ser a hora de optar pela coleira antilatidos.

Nesse artigo, separamos quais são as opções mais populares no Brasil, além de explicarmos em quais situações o tutor deve aderir à coleira antilatidos, e como lidar para que o cão se adapte. Confira!

O que é e qual a função da coleira antilatido?

A coleira antilatidos é um dispositivo em forma de coleira que ensina os cães a diminuírem os latidos. Existem métodos diferentes para que isso aconteça e, antes de adquirir, o tutor deve consultar o veterinário e descobrir qual é a que se adapta à necessidade do seu cão.

  • Som: é a mais comum no Brasil, toda vez que o cão late, a coleira emite um som numa frequência inaudível para humanos. O som é inofensivo, não causará mal à audição dele, contudo, é desagradável e o fará evitar os latidos. O volume pode ser alterado de acordo com a necessidade de cada cachorro.
  • Vibração: quando o cão late, a coleira emite uma vibração, existem níveis diferentes de vibração e é ideal para cães com problemas auditivos.
  • Choque: mais popular na América do Norte e na Europa, essa coleira libera uma descarga elétrica leve. Não causa uma dor excessiva, mas é um desconforto desnecessário quando existem outras alternativas.
  • Odor: não é muito popular no Brasil, a captação da vibração das cordas vocais faz com que a coleira libere odor de citronela. Isso causa mal-estar no cachorro, é inofensivo, mas é um cheiro desagradável ao olfato dos cães.

A coleira antilatidos realmente funciona?

Sim, a coleira antilatidos funciona e causa efeito após dez dias, em média. É o tempo necessário para que o cão associe os latidos à sensação que será emitida através da coleira. Não causa nenhum tipo de dano físico ao pet e é uma opção segura. Contudo, não deve ser a primeira alternativa para acabar com os latidos em excesso.

Lembre-se que essa é uma reação natural dos cães e eles não devem sentir medo de latir esperando por uma punição. A melhor alternativa é entender o motivo desse comportamento e lidar com ele ao lado de um adestrador. Os latidos podem ser por conta de estresse, por exemplo, sendo necessário que o tutor aumente o nível de exercícios físicos diários, a fim de que o cão gaste mais energia.

Outro fator pode ser a solidão e ansiedade por separação. Muitas raças não gostam de passar longos períodos de tempo à só, nesse caso, o tutor deve adaptar sua rotina ou encontrar outras alternativas, como creches caninas, dog walker e petsitter ou até daycare. Já para os latidos diante de visitas podem acontecer quando o cão é muito territorialista, para acabar com esse comportamento, o adestramento é a melhor saída.

Cuidados e contraindicações com a coleira antilatido

É preciso que o tutor tome alguns cuidados na hora de aderir à coleira antilatidos. O primeiro é se certificar de que o som, vibração, choque ou odor está dentro do recomendado para o seu cão, nunca excedendo o limite máximo. O cachorro não deve passar o tempo todo com a coleira, sendo indicado é até oito horas por dia. Sendo assim, é necessário remover e observar as mudanças de comportamento que ele irá apresentar. Além disso, a coleira antilatido não é recomendada para filhotes de cachorro, apenas em cães acima de seis meses de vida.

Também é importante ter certeza de que o cão não irá associar a correção da coleira a outro pet da casa, pois isso pode causar desentendimentos até mesmo quando os animais já foram devidamente socializados. Afinal, é uma reação nova e o cachorro pode não entender de onde vem.

Não se esqueça que a coleira deve ser utilizada quando nenhum outro método funcionar e sempre com a recomendação do veterinário, que saberá qual é o modelo adequado para cada tipo de pet.

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