Hipoglicemia em cães: saiba o que é e como prevenir

A hipoglicemia canina é o baixo nível de açúcar no organismo do cão. Entenda as causas, sintomas, como tratar e prevenir o quadro
Labrador dormindo

A hipoglicemia canina é a baixa taxa de açúcar no sangue e a maioria dos tutores não se atentam ao problema, pois muitas vezes nem conhecem o quadro.

Entretanto, essa doença pode ocorrer com muita frequência, principalmente nos filhotes. Por isso, é muito importante levar o cãozinho ao médico veterinário com frequência para que exames sejam feitos. 

A hipoglicemia precisa ser tratada com uma boa alimentação e em alguns casos, até mesmo com medicamentos específicos. Por isso, é muito importante que o tutor não tente tratar o quadro sozinho em casa, pois isso pode acarretar outros problemas e acabar piorando a situação.

Inclusive, a hipoglicemia pode facilmente evoluir para uma diabetes, gerando diversos problemas para o animal. Além disso, existem alguns fatores que levam o animal a ter hipoglicemia, neste texto nós vamos mostrar detalhadamente quais são eles.

Outro ponto importante que iremos falar é que algumas raças, como as do grupo toy, têm um grande facilidade em desenvolver o quadro em comparação com outros cães. Logo, este artigo será muito útil para saber tudo sobre hipoglicemia em cães. Acompanhe até o final!

O que é a hipoglicemia em cães?

A hipoglicemia em cães se caracteriza pelo baixo nível de açúcar no sangue e ocorre geralmente quando o animal tem um mau funcionamento do pâncreas. Esse órgão é responsável pela produção de insulina, que leva a glicose, ou seja, o açúcar do sangue para dar energia para o pet. Quando ocorre um excesso de insulina no sangue, o cãozinho acaba tendo hipoglicemia e consequentemente um quadro de diabetes. 

Esse quadro pode comprometer bastante a saúde do animal, além de alterar totalmente a rotina de toda a família que convive com o cãozinho. Isso ocorre, porque a corrente sanguínea do animal é afetado e o fígado também, devido à glicose que é armazenada no órgão em forma de glicogênio. Por isso, é preciso cuidado!

E por mais que a hipoglicemia apareça com mais frequência nos cães filhotes, ela também é muito perigosa para os cães adultos. Além disso, a maioria dos casos de hipoglicemia nos cachorros vêm por conta da má alimentação ou até mesmo o excesso de atividade física, pois nestes casos, o corpo do animal acaba usando mais açúcar do que o que existe disponível no organismo.

Abaixo vamos explicar um pouco melhor sobre as causas. Confira!

Quais são as causas da hipoglicemia em cães?

Existem dois motivos principais que podem levar o animal a desenvolver a hipoglicemia: o tipo da alimentação e o nível de exercícios físicos praticados pelo cachorro. E essas duas causas acabam se relacionando entre si, pois uma má alimentação não oferece ao animal energia, nutrientes e minerais suficientes para que o organismo dele funcione de maneira correta. 

A má alimentação que leva a hipoglicemia pode acontecer de duas maneiras:

1- Você pode estar oferecendo ao seu amigo peludo uma ração de baixa qualidade e rica em carboidratos, sem os nutrientes e vitaminas necessários que ele precisa para viver bem. Por isso, é muito importante pedir para o médico veterinário uma indicação de qual alimento é o mais ideal para o seu cachorro.

2- Não oferecer a quantidade de alimento que o animal realmente precisa, ou seja, você oferece menos ou mais ração do que deveria. Isso ocorre com mais frequência com os filhotes, por isso, converse com um profissional. 

As atividades físicas podem trazer inúmeros benefícios para o animal e disso ninguém tem dúvidas. No entanto, tudo aquilo que é em excesso acaba fazendo mal para o seu amigo de quatro patas.

Por isso, avalie a quantidade de exercícios que você anda fazendo com o pet, pois em excesso, podem fazer com que o corpo do animal demande um nível de açúcar muito maior do que o presente no corpo dele.

Os sintomas da hipoglicemia em cães

Um animal com hipoglicemia fica com falta de glicose no sangue, e esse açúcar é o principal responsável por dar ao animal energia e disposição para brincar, correr, pular e fazer as outras tarefas do dia a dia.

Logo, um cãozinho com hipoglicemia pode ficar facilmente apático e cansado, pois o combustível que faz o corpo dele funcionar está em falta. O animal pode ficar tão cansado, que pode facilmente tropeçar, ficar fraco e desmaiar.

Além disso, em casos mais graves, o animal pode chegar a ter convulsões, pois a glicose também é responsável por fazer com que o cérebro e os músculos do animal funcionem de maneira correta.

Neste caso, o cãozinho pode até mesmo perder a consciência e ficar em estado de coma. Os batimentos cardíacos também podem reduzir muito, por isso, se o animal apresentar qualquer um desses sintomas, leve-o imediatamente a clínica veterinária.

Como socorrer um cão com hipoglicemia 

Dê comida a ele

Quando o cãozinho começar a ficar desorientado e fraco, parecendo que vai desmaiar, dê a ele alguma coisa para comer. Você pode optar por oferecer algum petisco ou alimento úmido, como as pastinhas para cães.

O açúcar pode ajudar

A maneira mais eficiente de fazer com que o seu animal saia da crise de hipoglicemia, é oferecendo a ele o açúcar ou mel. Use uma colher de chá para animais com menos de 20 quilos e para animais com mais de 20 quilos, ofereça 2 colheres de chá.

Aproxime a colher da boca do animal e espere para que ele consiga lamber o açúcar. Caso ele esteja inconsciente, esfregue o mel ou o açúcar com cuidado na boca dele. Outra opção é dissolver o açúcar na água e colocar na boca do animal com o auxílio de uma seringa. 

Atenção: em animais diabéticos não use nenhuma fonte de açúcar, como mel ou karo. Leve ao veterinário com urgência, ele saberá como reverter.

Aqueça o cãozinho

Animais com hipoglicemia perdem a habilidade em se manter aquecidos, porque não há açúcar suficiente em seu organismo para ser transformado em energia. Se a baixa taxa de açúcar não for revertida, eles podem entrar em choque muito rapidamente, podendo matar um animal num intervalo de 10 a 20 minutos.

Sabendo disso,  envolva seu animal em um cobertor com uma bolsa de água quente ou uma compressa quente, para retardar o choque e mantê-lo estável até que seu sistema volte ao normal.

Leve-o para o médico veterinário

Mesmo que você tenha conseguido reverter o quadro, leve-o para o veterinário com urgência. Um animal que entre em coma por hipoglicemia pode parar de respirar sem que você perceba e precisará de respiração artificial. Por isso, não hesite em buscar ajuda. 

Como evitar a hipoglicemia canina?

A melhor maneira para evitar a hipoglicemia no animal é não deixá-lo muito tempo com fome. O ideal é que um filhote de dois meses, por exemplo, seja alimentado quatro vezes por dia. A partir dos 4 meses, ele pode comer 3 vezes ao dia e após os 8 meses de idade, ele deverá comer 2 vezes por dia. Deixar o animal muitas horas com fome é perigoso.

Se você passa o dia fora e não consegue dar comida ao filhote com o intervalo certo de tempo, é melhor colocar mais ração em seu comedouro e garantir que ele ao menos não passe fome durante a sua ausência.

Isso ajuda a reduzir as chances do pet ter hipoglicemia e uma série de outros problemas causados pela falta de alimento. Além disso, opte em oferecer ao pet um ração de qualidade ou até mesmo uma alimentação natural. Boa sorte!

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