Anatomia canina: confira toda a formação externa e interna dos cães

Você já parou para pensar como é a anatomia dos cachorros? Entenda a formação interna e externa do seu pet

Entender a anatomia canina pode parecer algo muito complicado para a maioria dos tutores, mas se você ler sobre o assunto junto com algumas imagens, tudo pode ficar mais fácil. E a anatomia de um cão não é muito diferente da de qualquer outro mamífero. Quando os filhotes nascem, eles têm todos os ossos, músculos e tendões de um cão adulto. À medida que crescem em tamanho, o número desses ossos, músculos ou tendões não aumentam, apenas o tamanho do tecido.

A anatomia de um cão inclui sua estrutura esquelética, sistema reprodutivo, órgãos internos e sua aparência externa. E se você ficou curioso para entender tudo sobre a anatomia canina, não se preocupe. Neste artigo, nós vamos explicar tudo direitinho, junto com diagramas, que o ajudarão a entender como funciona o corpo dos cães de maneira bem fácil.

Anatomia canina externa

Como o próprio nome já indica, a anatomia canina externa envolve toda a estrutura básica dos cães que nós podemos enxergar, como as patas, a cabeça, focinho, joelhos, etc. E a estrutura dos cães é bastante semelhante à maioria dos mamíferos, a única diferença é que seus focinhos são frios e úmidos e suas orelhas podem ser caídas, eretas ou cortadas, dependendo da raça. Além disso, os cães também têm garganta, peitoral, patas dianteiras e traseiras, costas, estômago, nádegas e cauda.

Alguns cães têm um quinto “dedo” chamado de garra. Aparentemente, muitos veterinários afirmam que esse “dedo” não tem muita utilidade, mas alguns cães o usam para fortalecer o controle sobre o que quer que esteja segurando entre as pernas. Em algumas raças, a garra toca o solo quando os cães andam, mas na maioria dos casos, não é muito útil. A anatomia externa de um cão é bastante simples de entender. O diagrama e o parágrafo a seguir tentam explicá-lo resumidamente:

Anatomia canina. Ilustração: Nataliya Dolotko / Shutterstock.com

O focinho é de comprimentos variado, dependendo da raça. Os cães também têm um “stop” na cabeça, que é o ponto onde o focinho termina e a testa começa. É bastante proeminente em algumas raças, mas pouco visível em outras, pois existem três variações relacionadas ao focinho e também ao tamanho do crânio, são elas:

  • Dolicocéfalas: a cabeça e o focinho são longos e estreitos. Os olhos são bem laterais, o que dificulta a visão dos cães;
  • Braquicéfalas: a cabeça é larga e curta com proporções semelhantes, o focinho também é encurtado. Você provavelmente conhece uma raça desse grupo, como os pugs;
  • Mesocéfalas: a cabeça possui proporções médias, com focinhos longos, como no caso do boxer.

Os cachorros também podem apresentar variações relacionadas à cauda dependendo da raça ou grupo ao qual pertencem. A inserção da cauda é de onde ela começa, logo, alguns cães têm cauda inserida alta, enquanto outros têm inserida baixa. Os cotovelos deles também podem variar, pois algumas raças têm o cotovelo para dentro, enquanto outras possuem para fora.

Quanto à visão, são consideradas dicromática e eles não conseguem ver as cores verde e vermelho. Por outro lado, eles têm um sentido de audição e olfato muito aguçado. Os cães podem ouvir sons que são indetectáveis ​​ao ouvido humano e é tão sensível, que alguns sons para eles são extremamente nocivos. O olfato também é uma característica impressionante, em comparação com os 2 a 3 milhões de glândulas odoríferas que os humanos possuem, os peludos têm entre 200 a 300 milhões.

Anatomia canina interna

A anatomia canina interna se refere aos órgãos dos cães, essa parte é mais fácil de compreender, pois os cães possuem órgão semelhantes à maioria dos mamíferos e não é difícil entender a função de cada um deles. Confira:

  • Coluna espinhal: consiste em todas as vértebras e faz parte do sistema nervoso;
  • Traqueia: a traqueia é na verdade um tubo que transporta o ar inalado para os pulmões;
  • Esôfago: é o tubo que conecta a garganta ao estômago, auxiliando no transporte dos alimentos para a digestão;
  • Laringe: aloja as cordas vocais do cão;
  • Coração: como nos humanos, este órgão desempenha a função de bombear sangue por todo o corpo;
  • Pulmões: desempenham a função de troca de gases, auxiliando o cão no processo de respiração;
  • Fígado: desempenha a função de produzir bile e auxiliar no processo de digestão;
  • Rim: o rim filtra o sangue e o purifica de todas as toxinas prejudiciais ao cão;
  • Estômago: o estômago está localizado entre o esôfago e o intestino. É o órgão que decompõe os alimentos e os mistura com os sucos digestivos;
  • Intestino: auxilia no processo de digestão. Consiste no intestino delgado e grosso. O intestino delgado decompõe a comida, enquanto o intestino grosso armazena as fezes;
  • Baço: produz glóbulos vermelhos, filtra e remove células velhas, armazena os glóbulos vermelhos e faz parte integrante do sistema imunológico;
  • Bexiga: armazena a urina até que seja eliminada;
  • Reto: é um órgão localizado no final do intestino grosso, que expele as fezes.

Anatomia canina óssea

Os cães têm aproximadamente 321 ossos no corpo. No entanto, o número será diferente de acordo com o comprimento da cauda do cão, ou seja, cães de pequeno porte possuem menos ossos que cães de grande porte. E como acontece com todos os seres vivos, os ossos circundam e protegem os órgãos internos do corpo contra lesões. Eles são duros, rígidos e compostos de cálcio e fósforo. O esqueleto canino é classificado em:

  • Esqueleto axial: contendo o crânio, o esterno, 12 a 14 pares de costelas e a coluna vertebral, a qual possui 7 vértebras cervicais, 12 a 14 torácicas, 7 lombares, 3 sacrais e 20 a 24 caudais;
  • Esqueleto apendicular: contém, em cada membro torácico escápula, úmero, rádio, ulna, 8 ossos carpais, 5 metacarpais e 3 falanges em cada dedo. Já nos membros pelvinos, eles possuem o osso pélvico, fêmur, patela, tíbia, perônio, fíbula, 7 ossos tarsais, 4 metatarsais e as falanges;
  • Esqueleto visceral: o qual contém o osso hioideo que segura a língua e o osso peniano, chamado báculo.
Estrutura óssea canina. Imagem: Comunidade Shaolin

Uma parte extremamente importante da anatomia esquelética de um cão é o crânio. É uma estrutura de osso longo que envolve o cérebro e contém uma cavidade chamada órbita, onde o olho está localizado. É alongado e se estende até a ponta do focinho.

Em seguida, vem a vértebra ou coluna vertebral, dividido em cinco partes: as vértebras cervicais, dorsais, lombares, sacro e caudais. Possui 30 vértebras, das quais 7 cervicais, 13 dorsais, 7 lombares e 3 sacrais. As vértebras cervicais são as do pescoço, que seguem o crânio. As vértebras dorsal, lombar e sacro seguem, respectivamente. As vértebras caudais são os ossos da cauda. A caixa torácica está localizada sob a vértebra.

A parte inferior do focinho é chamada de maxilar inferior. Na base das vértebras cervicais e logo antes da caixa torácica está o osso do ombro, que é chamado de escápula. Isso se estende ainda mais ao úmero, que é a metade superior da perna dianteira. Além disso, se estende até um par de ossos, conhecidos como ulna e rádio, que formam uma parte da metade inferior.

Em seguida, vem o osso do pulso, chamado carpo, o osso da pata que une o pulso e os dedos do pé, conhecido como metacarpo, e depois o osso do pé, conhecido como falange. As patas traseiras do cão começam com o osso do fêmur, que se estende a um par de ossos conhecido como tíbia e fíbula. Estes se estendem ainda mais para o osso do calcanhar, conhecido como tarso, o osso da pata, conhecido como metatarso, e o osso do dedo, falange.

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