Zooterapia: conheça a técnica terapêutica que utiliza os animais

Que os cães trazem diversos benefícios para os humanos, nós sabemos. Mas e a zooterapia, você já conhece? Fique por dentro!
beagle no colo da tutora

Não é novidade que qualquer bichinho pode arrancar sorrisos e melhorar o humor de qualquer ser humano. Por esse motivo, muitos médicos indicam que as pessoas tenham um pet em casa para que se mantenham sempre saudáveis e felizes, pois é comprovado de maneira científica que os animais têm influência no humor e vida dos humanos.

Mas infelizmente, não são todas as pessoas que podem ter um pet de estimação em casa, e por isso, foi criada a zooterapia. Você já ouviu falar desse tratamento? Se você ainda não conhece, não se preocupe. Neste artigo, nós vamos te explicar tudo o que você precisa saber sobre esse tratamento e seus benefícios. Acompanhe até o final!

O que é a zooterapia?

A zooterapia é um tipo de tratamento o qual animais (geralmente cães, cavalos ou golfinhos) são usados ​​como propósitos terapêuticos ou co-terapeutas. O objetivo dessa terapia é promover um vínculo afetivo, garantindo uma motivação extra por parte do paciente que, com a ajuda do animal, realiza ações que de outra forma não faria, isto é, falar, conversar e até mesmo se sentir mais confortável.

Normalmente as pessoas que realizam sessões de terapia com animais são pessoas com doenças emocionais (ansiedade ou depressão), câncer, deficiência cognitiva, autismo, ou algum problema de exclusão social. Também é altamente recomendado no caso de pessoas com doenças crônicas ou degenerativas. Além disso, a zooterapia também é feita em lares para idosos e abrigos de crianças e tendem a apresentar resultados satisfatórios.

Benefícios e técnicas da zooterapia

Estimulação física

Esse tipo de zooterapia funciona como um exercício em que o paciente fica em cima do animal. Andar a cavalo para tonificar os músculos pélvicos e das costas é muito comum para pessoas com problemas de locomoção, rigidez ou problemas nas extremidades inferiores do corpo, como idosos ou pessoas com deficiência física. Outras atividades desse tipo são nadar com golfinhos ou jogar bola com um cachorro, podendo ser um bom exercício motor.

Estimulação cognitiva

Para a estimulação cognitiva são elaboradas atividades nas quais o animal pode ser um elemento ativo (que tem que fazer algo) ou passivo (em que só sua presença é necessária) e nas quais um aspecto específico como cores, tamanhos e formas podem ser trabalhados. Esta atividade é projetada especialmente para grupos com deficiência cognitiva, bem como idosos com alguma demência ou pessoas com deficiência mental, e que o objetivo é fazer com que a presença do animal incentive a pessoa a realizar o exercício.

Integração

Os animais precisam de cuidados, assim como nós. A alimentação, a necessidade de água potável ou a integração de certos hábitos de higiene em uma sessão de terapia podem ser positivos para também reforçar esse hábito na pessoa. Por exemplo, escovar um cachorro ou cavalo ou dar banho no animal, pode estar associado à necessidade de nos higienizarmos.

Como os pacientes normalmente são pessoas com grau de dependência médio-alto e precisam de ajuda ou supervisão constante para realizar suas atividades de vida diária, o fato de durante a sessão poderem cuidar de algum animal é positivo para o desenvolvimento e autoestima, reduzindo sua percepção de ser um fardo para sua família ou para a sociedade. É indicada para trabalhar com todos os grupos etários.

Cuidados paliativos

Os cães pequenos são utilizados sobretudo para cuidados paliativos, visto que devido ao tamanho, são muito fáceis de transportar, são muito dóceis e sociáveis. Como o toque é o último sentido a ser perdido, para uma pessoa totalmente acamada e na última fase de sua vida pode ser um grande alívio, já que acariciar ou simplesmente estar em contato com um animal diminui a ansiedade e promove a fabricação de endorfinas.

Existem raças mais indicadas para a zooterapia?

A zooterapia pode ser feita com diversos tipos de animais e não apenas cães. No entanto, qualquer cãozinho pode ser utilizado para esse tratamento, mas as raças mais inteligentes e com níveis de tolerância mais altos são as mais utilizadas, como o golden retriever, labrador retriever, border collie e até mesmo o pastor alemão.

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