Cachorro grande: conheça as principais doenças que os atingem

Há doenças que são mais comuns em cachorro grande. Veja quais são elas para prevenir e cuidar da saúde do seu animal
pastor alemão no veterinário

Infelizmente, assim como com os humanos, os cães não estão imunes a apresentarem doenças a medida em que o tempo vai passando. Mesmo que tenhamos todo o cuidado com os nossos pets, como com as vacinas, vermífugos e check-ups junto ao médico veterinário, os cães podem ainda sim apresentar algum tipo de doença. E quando o assunto são os cães de grande porte, eles podem apresentar algumas doenças específicas justamente por conta do tamanho. Você sabe quais são elas?

Se você tem um cachorro grande em casa, é muito importante que você saiba um pouco mais sobre as doenças que os atingem, para que você possa prevenir e ter os devidos cuidados. Por isso, neste artigo, vamos listar abaixo as principais doenças que os cães de grande porte podem ter. Para ficar por dentro do assunto, acompanhe até o final. Confira!

7 principais doenças que atingem os cachorros grandes

1. Displasia do quadril

A displasia de quadril é uma doença óssea que afeta muitos cachorros de grande porte. A doença é hereditária e ocorre na fase adulta ou quando o cão já é idoso. É uma doença degenerativa extremamente dolorosa e que afeta a qualidade de vida do peludo, pois ela pode até mesmo fazer com que ele pare de andar.

A doença pode se manifestar devido à falta de cálcio durante o crescimento do animal, alimentação inadequada, excesso de atividades físicas, sobrepeso, alteração hormonais, predisposição genética ou até mesmo causas genéticas aleatórias. Infelizmente não existe cura para a displasia no quadril, no entanto, existem tratamentos que permitem aliviar a dor e melhorar a qualidade de vida do cão.

2. Síndrome de dilatação volvo gástrica

Essa doença pode acometer qualquer cachorro, independente do tamanho. No entanto, ela se manifesta com mais frequência em cães de grande porte. A síndrome de dilatação volvo gástrica ocorre quando o há uma torção no estômago no animal.  

Essa dilatação ocorre pela presença de gases, fluidos e/ou alimentos em excesso, onde a aerofagia e a fermentação do conteúdo alimentar contribuem para formação e acúmulo de gases. Acredita-se que os riscos aumentam quando o animal come apenas uma vez ao dia, ingerindo uma grande quantidade de alimento muito rapidamente.

Esse quadro pode ser tratado apenas através de cirurgia, mas o tutor precisa agir rápido, caso o estômago fique torcido por mais de 5 horas, o animal pode ir a óbito rapidamente.

3. Displasia do cotovelo

A displasia do cotovelo também é uma doença hereditária que gera má formação na cartilagem ou nos ossos da articulação do cachorro. O problema causa dores, que podem se tornar crônicas e desenvolver a artrite. A qualidade de vida do animal fica bastante comprometida por conta de inchaço e dificuldade de mobilidade.

Assim como a displasia no quadril, a do cotovelo também não tem cura, mas existem tratamentos que podem melhorar a qualidade de vida do pet. No geral, a doença pode ser causada por atividades físicas em excesso, predisposição genética e o sobrepeso. A displasia no cotovelo causa muita dor e desconforto, logo, leve o pet com urgência ao veterinário ao menor sinal.

4. Cardiomiopatia dilatada

Cães de grande porte costumam apresentar cardiomiopatia dilatada com uma certa frequência. Nestes casos, a doença ocorre devido a uma degeneração do próprio músculo do coração, fazendo com que ele se torne mais fraco. Também conhecida como insuficiência cardíaca, a doença ocorre da seguinte maneira: o coração dilata e reduz sua capacidade de contrair e de enviar, com eficiência, sangue para todo o corpo do animal.

Com a falha no coração, o animal pode apresentar alguns sinais como fraqueza, baixa resistência a exercícios, desmaios e choque. Na maioria dos casos, a cardiomiopatia dilatada em cães não apresenta cura. No entanto, médicos veterinários trabalham para melhorar a qualidade de vida dos animais. Diante desse quadro, o pet precisa de visitas frequentes ao veterinário para evitar a morte súbita.

5. Displasia da anca

A displasia da anca, infelizmente, é um dos problemas de saúde de raças de cães de grande porte bastante frequente. Esta patologia caracteriza-se por um desenvolvimento anormal da cabeça do fémur ou do acetábulo. Este desenvolvimento anormal resulta em um encaixe defeituoso da articulação coxo-femoral, causando desgaste articular e dor.

A displasia da anca tem várias causas, sendo que existe uma grande predisposição genética. A doença também é causada por conta da obesidade, atividade física em excesso, falta de certas vitaminas, má nutrição e quando o animal cresce rápido demais. A doença pode ser tratada por meio de cirurgia, sendo a melhor forma do animal viver bem e saudável novamente.

6. Síndrome de Wobbler

A síndrome de Wobbler, também conhecida por espondilomielopatia cervical caudal, carateriza-se por alterações anatómicas e posicionais das vértebras cervicais, na zona do pescoço. A doença leva a um estreitamento do canal vertebral do animal e consequentemente a uma compressão da medula e raízes nervosas, causando alterações neurológicas. A

s causas desta doença não são conhecidas, mas sabe-se que ela atinge com frequência animais de grande porte. Os animais que sofrem desta síndrome podem apresentar descoordenação em andar, principalmente nos membros pélvicos. O tratamento da doença passa sempre por cirurgia, sendo que podem ser prescritos medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios para aliviar os cães afetados uma fase inicial da doença.

7. Megaesófago

A doença ocorre quando há a dilatação e falta de motilidade do esófago, órgão do sistema digestivo que faz a ligação da boca ao estômago e por onde passa o alimento. O principal sinal do megaesófago é o vômito, ocorrendo devido ao acumulo de alimento ou líquidos no esófago. Infelizmente, não existe nenhum tratamento que possa curar o cachorro completamente, no entanto é possível tomar algumas medidas e cuidados indicados pelo veterinário para permitir que o animal consiga alimentar e ter uma vida normal.

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