Cachorro autista: saiba se os cães podem ter autismo e quais são os sinais

Ainda não é possível afirmar que os cães podem ter autismo, mas há evidências que indicam que sim. Entenda o assunto
cachorro deitado triste

Em algumas situações, cães apresentam sentimentos e comportamentos parecidos com os de humanos, como mágoa, estresse e frustração. E isso pode se estender a sintomas de problemas mais graves, como medos, fobias, ansiedade ou depressão.

Entretanto, quando o assunto é autismo canino, muitas dúvidas surgem acerca do assunto. Afinal, será que cachorro pode ter autismo? Como isso poderia se manifestar no comportamento dos pets? Tem tratamento? Nesse artigo, vamos responder essas e outras perguntas sobre o tema, confira.

O que é o autismo?

O Transtorno do Espectro do Autismo, é uma condição de saúde que se caracteriza pelo déficit na comunicação e interação social, além de padrões restritos e repetitivos de comportamento. É majoritariamente genético, podendo também ser hereditário.

Existem vários níveis de autismo, por isso, utiliza-se o termo “espectro”, para abranger desde pessoas que precisam de acompanhamento, até pessoas nunca diagnosticadas que levam vidas comuns.

Cachorro autista existe?

Estudos sobre autismo em cães vêm sendo realizados desde a década de 1960, contudo, ainda não é possível afirmar definitivamente se cães podem ter o espectro. Alguns estudiosos acreditam que sim, e já encontraram evidências de comportamentos caninos similares aos de humanos autistas.

Uma pesquisa feita com 132 cães da raça bull terrier na American College Veterinary Behaviorists, nos Estados Unidos, revelou uma tendência. Durante o estudo, enquanto 55 dos cães em análise correram atrás de próprio rabo, os outros 77 não reproduziram a ação. De acordo com a pesquisa, esse comportamento repetitivo está ligado ao medo e insegurança, sendo um traço de autismo.

Além disso, durante o estudo, não só o comportamento do bull terrier foi observado, mas também sua aparência. A raça foi escolhida por apresentar a testa mais proeminente, o palato mais alto, a cabeça maior, além de ter as orelhas grandes, isto é, as mesmas características que podem aparecer em humanos com autismo.

Quais são os sintomas que o cão com autismo pode apresentar?

Apesar de não ser possível provar que um cão tenha autismo, alguns sinais atípicos em seu comportamento podem ser observados pelos tutores, como:

  • Movimentos repetitivos (correr atrás do próprio rabo, girar em círculos)
  • Dificuldade para lidar com mudanças (sair da rotina, viver novas situações)
  • Resistência a novos jogos e atividades (limitar-se sempre às mesmas atividades)
  • Desatenção ou dificuldade para aprender comandos (desobedecer ou simplesmente não ter interesse)
  • Desinteresse no convívio com humanos e/ou outros cães (demonstrar apatia ou não saber se relacionar)

No entanto, é importante levar em conta as características da raça. Se o cão é naturalmente extrovertido, a mudança de comportamento pode ser um sintoma. Assim como alguns cães são simplesmente mais reservados ou desobedientes, então o tutor não deve ser precipitado.

Como é diagnosticado o autismo nos cães? Tem tratamento?

Como ainda não é possível diagnosticar autismo em cães, não existe um tratamento específico para o comportamento singular que o cão possa apresentar. Entretanto, o tutor pode procurar o veterinário para se orientar sobre formas de melhorar o bem-estar e qualidade de vida do seu peludo.

Com ajuda especializada, é possível reduzir os sintomas e evitar situações de estresse tanto para o cãozinho, quanto para o tutor. Além disso, é importante respeitar os limites do pet, não forçando socializações ou atividades que o deixem inseguro ou desconfortável.

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