Síndrome do cão nadador: entenda o que é, as causas e o tratamento para a doença

A síndrome do cão nadador compromete a locomoção do animal quando ele ainda é filhote. Entenda melhor e veja as raças mais propensas a terem
pug deitado

Provavelmente se você tem um cãozinho filhote em casa, já ouviu falar da síndrome do cão nadador. Mas você sabe exatamente o que é e como ela acontece? Bem, a síndrome do cão nadador, também conhecida como hipoplasia miofibrilar, é uma alteração no desenvolvimento do sistema nervoso dos filhotes. Esse quadro prejudica muito a qualidade de vida do animal, tendo em vista que faz com que o pet tenha dificuldade de locomoção ou até mesmo perca o movimento das patas.

Quando esse comprometimento atinge o animal, ele acaba se arrastando para conseguir se mover, como se estivesse nadando, e daí que vem o nome síndrome do cão nadador. Além disso, a doença compressa a região dorso-ventral do tórax, abdômen e pelve, que ocorre em consequência à ausência do suporte do esqueleto apendicular.

Esse quadro pode ser notado logo no primeiro mês de vida do animal e existem ainda algumas raças que estão mais sujeitas a desenvolver o quadro. Agora que você já sabe do que se trata a síndrome, continue acompanhando o artigo para entender as causas, tratamentos e muito mais!

Quais são as causas da síndrome do cão nadador?

Ainda não se sabe ao certo qual é a verdadeira causa da síndrome do cão nadador, no entanto, médicos veterinários apontam que na maioria dos casos, o excesso de proteína na alimentação da mãe é um dos principais motivos. Outro fator que também pode ser considerado responsável pela anormalidade no desenvolvimento de filhotes, é a alteração no metabolismo muscular devido à insuficiência de Glicose-6-Fosfatase.

Além disso, é consenso entre especialistas que, em sua grande maioria, os casos são oriundos da relação de genes passados dos pais para os filhotes. Por isso, a melhor forma de evitar o quadro da síndrome do cão nadador em filhotes é acompanhar toda a gestação da cadela de perto e junto a um profissional, oferecendo uma dieta adequada e até mesmo suplementação, se necessário.

Como identificar a síndrome?

Logo a partir do primeiro mês de vida do animal o tutor já consegue perceber que há algo de errado nas patas do cãozinho, pois ele não conseguirá andar, apenas fazer movimentos como se estivesse nadando para se locomover. É importante ressaltar ainda que os cães acometidos pela doença, tendem a se desenvolver menos e ter perda de peso, pois apresentam dificuldades para conseguir se alimentar na mãe justamente devido à dificuldade de locomoção.

No entanto, é importante levar o animal ao médico veterinário para que o diagnóstico correto seja feito. Confira alguns outros possíveis sintomas:

  • Sinais de debilidade e fraqueza;
  • Deambulação e ataxia (incoordenação de movimentos);
  • Incapacidade de se manter em pé;
  • Hiperextensão dos membros;
  • Permanece em decúbito esternal (esterno e abdômen encostados ao solo);
  • Se locomove em movimentos semelhantes ao ato de nadar;
  • Desenvolve feridas pelo arrastamento;
  • Obstipação (prisão de ventre);
  • Dispneia (dificuldade em respirar).

Síndrome do cão nadador tem cura?

Felizmente, existe sim cura para a síndrome do cão nadador. No entanto, para que o animal consiga recuperar a locomoção das patas, é muito importante que o tutor invista nos tratamentos adequados, além de acompanhar todo o quadro juntamente a um médico veterinário.

Mas é importante ressaltar que o tipo do tratamento vai variar de acordo com o nível da doença. As opções de tratamento para o quadro são:

Bandagens

Esse é o tipo de tratamento mais recomendado para essa síndrome, pois com as bandagens, o animal fica com os membros em posição anatômica, conferindo mais estabilidade para ele e fazendo com que aos poucos as patas comecem a ganhar “movimento” próprio.

No entanto, esse tratamento apresenta resultados mais satisfatórios quando é feito antes do segundo mês de vida do pet, uma vez que os ossos e as articulações podem ser mais facilmente moldados e tornam a terapia mais eficaz. Por isso, é importante que, ao notar qualquer problema nas patas do cachorro, leve-o ao médico veterinário.

Fisioterapia

A fisioterapia faz com que o cão consiga se recuperar da síndrome sem nenhuma sequela, no entanto, é importante também que comece quando o animal está ainda com três semanas de vida. Se a fisioterapia for iniciada muito tarde, pode ser que não consiga trazer de volta todo o movimento das patas do cachorro. Esse tratamento consiste em sessões diárias de até 15 minutos, pelo menos três vezes ao dia. O objetivo é aumentar o tônus e a força muscular do cachorro, além de estimular a coordenação motora.

Suplementação

Para fazer com que o cachorro consiga recuperar mais rápido a sua coordenação motora, pode ser que o veterinário recomende o uso de uma suplementação de selênio, taurina e vitamina E. A suplementação é importante, pois o défice de selênio pode originar redução no crescimento, o que prejudica ainda mais o quadro.

Quais raças são mais predispostas à síndrome do cão nadador?

A doença pode aparecer em qualquer filhote, independente da raça, mas alguns veterinários acreditam que cães que possuem o tórax grande e os membros mais curtos podem ser mais afetados. Sendo assim, as raças com maior pré-disposição para a síndrome do cão nadador são:

Independente do cãozinho que você tiver em casa, ao notar algo de errado na locomoção dele, leve-o com urgência ao veterinário. Boa sorte!

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