8 mitos e verdades que você precisa saber sobre a Leishmaniose

A Leishmaniose canina é uma doença temida por muitos tutores. Por isso, separamos mitos e verdades para que você tenha a informação correta
Beagle deitado na grama

A leishmaniose visceral canina é uma doença transmitida pelo mosquito palha que pode levar cerca de 90% dos cães infectados ao óbito. De acordo com os dados do Ministério da Saúde, de todos os casos registrados na América Latina, 90% ocorrem no Brasil, ou seja, são cerca de 3.500 cães infectados por ano. Entretanto, pesquisas, medicamentos e novas formas de tratamento têm sido a esperança de muitos tutores por todo o país.

Algumas raças de cães como boxer, rottweiler, cocker spaniel inglês e pastor alemão, possuem uma predisposição para contraírem a doença. Mas todos os cães, principalmente os machos, podem desenvolver a leishmaniose. A enfermidade geralmente é mais comum entre cães jovens, com até 3 anos, ou os cães com mais de 7 anos de vida por já terem uma imunidade mais desgastada, devido a outros tipos de doenças crônicas. 

E por ser uma doença perigosa e fatal para muitos cães, existem diversos mitos e verdades sobre a doença, logo, é importante esclarecê-los para que os tutores possam ter informações reais para lidar com a leishmaniose. Por isso, vamos neste artigo mostrar 8 mitos e verdades sobre doença. Acompanhe até o final!

Mito ou verdade?

1. Cães que vivem em cidade grande não pegam leishmaniose

MITO! A transmissão da leishmaniose em cachorro ocorre independente da região em que o animal vive. Apesar das regiões rurais, por exemplo, apresentarem mais riscos para os animais, morar em uma cidade grande rodeada de prédios não significa que o peludo esteja seguro, logo, procure vaciná-lo. Locais com falta de saneamento básico estão mais propensos à contaminação, mas a transmissão também pode ocorrer em regiões urbanas e desenvolvidas.

2. O cachorro transmite a doença direto para os humanos

MITO! A Leishmaniose não pode ser transmitida diretamente do cachorro para humanos. Lambidas, arranhões, mordidas ou qualquer outro tipo de contato com o cachorro com leishmaniose não transmitirá a doença para o humano. A contaminação ocorre somente por meio da picada do mosquito-palha infectado.

3. A vacina não garante total proteção

VERDADE! Apesar da vacinação ser muito eficaz e ser o melhor método de prevenção da leishmaniose, ela não garante que o animal não vá contrair a doença. A prevenção precisa ser alinhada com outros métodos, como limpeza do ambiente e o uso de coleiras que também tenham a ação repelente contra mosquitos. Além disso, abrigar o cão dentro de casa durante a noite também é um modo de prevenção, já que esse é o período de maior atividade do mosquito-palha.

4. Não existe nenhum tratamento contra a leishmaniose

MITO! Até alguns anos atrás, realmente a leishmaniose não havia cura e muitos animais eram sacrificados por conta da doença. No entanto, muitos estudos foram feitos e hoje existe o milteforan, que já vem sendo usado no tratamento de muitos cães no país desde que foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No entanto, é um medicamento caro e nem todo animal portador da leishmaniose pode fazer o uso dele. O tratamento para a leishmaniose é algo muito específico e pode variar de acordo com cada caso.

5. O diagnóstico da doença é complicado

VERDADE! É muito comum que os resultados dos exames apresentam falsos positivos e falsos negativos para a doença. Por esse motivo, é necessário mais de um exame para constatar o diagnóstico da leishmaniose canina. É um processo que necessita de prova e contraprova para evitar que um cão saudável faça o tratamento indevidamente e que o cão doente fique sem tratamento. Felizmente existem variadas opções de exames para diagnosticar a leishmaniose visceral canina, dentre eles testes rápidos, exames de sangue e exames físicos.

6. O animal precisa ser sacrificado

MITO! Por muito tempo, praticamente todos os cachorros diagnosticados com leishmaniose canina eram sacrificados. A principal recomendação era para que os cachorros com leishmaniose canina não se tornassem um reservatório de protozoários, colocando em risco a saúde humana. No entanto, além de existirem medicamentos hoje em dia, existem formas de tratamentos alternativos que dão um fim de vida confortável para o animal, sem que a eutanásia seja necessária.

7. A vacina da leishmaniose causa efeitos colaterais

MITO! Alguns cães podem ser mais sensíveis à vacina de leishmaniose canina e isso é normal. Entretanto, são raras as ocorrências de reações alérgicas ou sintomáticas. No caso de algum efeito colateral mais contínuo, é importante que o animal seja avaliado pelo médico veterinário.

8. Água parada atrai o mosquito-palha

MITO! O mosquito palha tem preferência por lugares com matérias orgânicas, com muitas plantas e árvores. Por isso, apenas conter focos de água parada não previne contra a doença. É necessário manter a higienização do local onde o cachorro vive. Entretanto, conter os focos de água parada ajuda na prevenção de outras doenças graves para a saúde humana e animal, como a dengue. Lembre-se que todas as medidas preventivas devem ser alinhadas e feitas juntas.

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