Bigode dos cães: 5 curiosidades interessantes que você não imaginava

Separamos cinco fatos interessantes sobre os bigodes caninos e porque devemos pensar duas vezes antes de apará-los. Leia mais!
bigode dos cães

Apesar de serem surpreendentemente importantes, os bigodes dos nossos cães são muitas vezes negligenciados, seja por indiferença ou falta de conhecimento da nossa parte. É comum que o bigode canino seja cortado na tosa, mesmo que eles carreguem consigo diversos propósitos evolutivos.

Entretanto, ele é tão fascinante quando o bigode de gato, pois desempenha papéis bastante úteis que muitas vezes consideramos garantidos. Abaixo, separamos cinco fatos interessantes sobre os bigodes de cachorro que irão desmistificar porque os cachorros os possuem e porque devemos pensar duas vezes antes de apará-los. Confira!

1. Funcionam como antenas

Bigodes são diferentes de quaisquer outros pelos encontrados no corpo do seu cão. Eles são mais grossos, mais longos e brotam de um folículo piloso que possui uma abundância de nervos sensoriais responsáveis ​​por ajudar seu cão a compreender o mundo ao seu redor.

Também conhecidos como “vibrissas”, os bigodes tendem a funcionar como uma antena. As vibrissas são órgãos sensoriais próprios de certos animais, principalmente dos mamíferos.

Basicamente, quando algo no ambiente do seu cão “se esfrega” contra os bigodes dele, eles vibram, estimulando nervos especiais encontrados nos folículos capilares que, por sua vez, fornecem feedback sobre o ambiente ao redor.

2. Ajudam com os pontos cegos

Carros e caminhões não são os únicos que têm pontos cegos – os cães também têm. Se você já se perguntou por que seu cão não vê aquela guloseima que está bem debaixo de seu nariz, é porque as cores não se destacam para eles (eles as enxergam de maneira um pouco mais limitada) ou porque a guloseima está localizada bem debaixo do ponto cego do cãozinho.

Ao passo que os bigodes (ou vibrissas) labiais fornecem aos cães informações sobre o que está à sua esquerda e o que está à sua direita, especialmente em condições de pouca luz, os bigodes do queixo os informa sobre o que foi encontrado logo abaixo de sua cabeça.

Esse recurso é útil quando ele precisa determinar a que distância o focinho está de sua tigela de comida ou água ou a que distância sua cabeça está do chão quando ele está farejando. Os bigodes também se tornam úteis para os cães quando estão cavando na terra e enfiam a cabeça no buraco para farejar o que tem dentro.

3. Possuem uma nomenclatura diferente

Os bigodes caninos possuem nomenclaturas um tanto quanto técnicas, mas bastante interessantes de descobrir. Eles se dividem em:

  • vibrissas
  • zigomáticas
  • mandibulares
  • labiais supraciliares e do queixo.

As vibrissas labiais são popularmente chamadas de “bigodes místicos”, devido à aparência performática e as zigomáticas, localizadas na região das bochechas, se assemelham a um tufo que constantemente é confundido com pelos maiores do que o normal e aparados durante a tosa.

4. Possuem função protetora

Além de fornecer informações sobre o ambiente exterior, os bigodes caninos auxiliam em sua locomoção com segurança graças às vibrissas supraciliares, que funcionam como uma extensão dos cílios do cão.

Basicamente, elas protegem os olhos do cão de quaisquer danos ao desencadear uma ação reflexiva que o induz a piscar com rapidez. Esse reflexo é uma vantagem evolutiva importante, considerando o quão importante era a visão dos cães em seu passado, quando precisavam caçar presas para se alimentar e evitar ser o jantar de outros predadores.

Ainda como hoje, esses bigodes podem ajudar a evitar que os olhos sejam cutucados ou feridos por objetos cortantes.

Você pode ter instigado esse reflexo em algum momento ou outro ao tentar colocar colírio nos olhos do seu cão ou quando, ao acariciar a cabeça dele, bateu nas vibrissas da sobrancelha sem querer, fazendo com que o olho do pet piscasse sem parar.

5. Tendem a crescer novamente (e rápido!)

Muitos donos de cães que acabaram optando por cortar os bigodes dos seus peludos, muitas vezes para fins estéticos, ficam preocupados se eles crescerão novamente (ou não). Mas não há motivo para alarde: as vibrissas crescem com o passar do tempo tal qual os pelos.

Nesse meio-tempo, porém, há chances de seu cão se sentir um pouco estranho e precisar de tempo para se ajustar à maneira como lida com o ambiente exterior sem os seus bigodinhos. 

bullldogue frances com bigode

Muito interessante, né? Agora que você sabe da importância dos bigodes caninos, evite apará-los, por mais tentador que seja retirá-los da face de seu cachorrinho.

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